quarta-feira, 31 de julho de 2013

Diário 5#

 -Que tu queres de mim? Queres minha alma, meu sangue, minha dor. Fala-me! Fala-me e lhe darei!

 Será que é assim que deveria ser uma paixão isso para mim parece mais um tipo de parasitismo mortífero...
 Não, não deveria, mas hoje nos nossos tempo do eu. O que faremos do outro o que nos da abrigo ? Não sei a resposta, mas não deve ser boa. O que será de todos quando da terra não restar uma gota de água? O que será quando despirmos totalmente nossa humanidade e colocarmos a armadura do eu
 
 -Tu

o que o tu significas, quando o eu é mais poderoso? Significa que tu deve te transformar em eu.


 O tempo passou, e pensei cresci. Mas não, só sou o eu de antes em um corpo maior.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

 Eu tenho medo de voltar a ser o que era, mas também tenho medo do que serei quando não for mais o que sou...
 O que é o ato de escrever? É uma libertação. Uma dor. Um medo.
 Por que há dor quando se escreve? Muito simples, pois escrevendo tu és obrigado a ver a realidade e deixar que ela o estapeie.
 Por que há medo quando se escreve? Há medo de perder o controle e teu mundo transformar-se todo em loucura.
 Há medo da dissolução de tua alma nestas linhas que escreve, há dor, há loucura.
 Em qual devo acreditar? 
 Todas elas se jogam e enchem o quarto são forças da natureza, da minha natureza, e elas podem fazer comigo o que quiser, mas há amor. Será ele quem as causa? Ou será eles quem as mantem longe o suficiente de mim?
As dúvidas ainda enlouquecerão todo o mundo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pensamento 2

  Alguns dias atrás eu estava olhando meus livros e lembrei daquele texto da Liv Ullmann que fala sobre mutações, quando foi que aconteceu tudo isso, o que eu vivo agora, quando foi que me tornei um robô movido pelos estudos e pela vulgaridade, eu me mascarei, fui vadio, fui uma pessoa má, mas de forma alguma fui quem eu desejei ser. A partir do momento em que o amor me mostrou que tudo não é lindo, eu comecei a ver que os sentimentos também não eram lindos, então me afoguei em caras que eu não conhecia, em pessoas estranhas de um submundo onde eu não queria estar, mas como eu cheguei lá? As pessoas me colocaram lá ? Ou eu fui voluntariamente? Eu sinceramente tenho medo da resposta que obterei, mas o meu subconsciente insiste em me perguntar, em me martelar de perguntas tolas.
 Nós nunca sentimos as mutações chegando, mas elas chegam, e quando olhamos em volta elas já passaram e estamos um um mundo novo.

Todos viemos das estrelas e um dia voltaremos ao cosmos.

Pensamento 1

 Há momentos em que me perco e voo, tenho medo de cair, mas continuo a voar. Pessoas são como fantasmas estranhos, que vão e voltam, sempre trazendo toda a instabilidade possível e a insegurança de uma ponte de cordas em um dia de vento, eu sinceramente gostaria de ser tudo, de controlar o que sou e ser dono do que sinto. Eu já disse a mim mesmo há coisas das quais não devemos ter medo, mas a cada palavra que você digita trás fantasmas de volta.
 Eu sempre fui a pessoa mais estranha que eu conheci, talvez porque eu só conheça realmente a mim mesmo...